ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL É A “DAMA DA NOITE”!

No post anterior, quando tratamos de Iluminação Natural, iniciamos com a ideia sempre presente de “Sustentabilidade” e aqui não vai ser diferente. Os ambientes internos de uma edificação devem ser projetados de forma a possibilitar a luz natural durante a maior parte do tempo diurno, espero que tenha ficado bem claro.

 

Entretanto, ao pôr do sol e noite adentro, a sustentabilidade terá que ser abordada de outra forma porque entra em cena a iluminação artificial consequentemente o consumo de energia elétrica e o que se busca é a eficiência energética, isto é, não apenas uma redução no custo, mas redução nos impactos ambientais.

 

A luz artificial criou oportunidades de desenvolvimento de diversas atividades noturnas. Portanto, mais que nunca, tornou-se indispensável a execução de um projeto luminotécnico bem estruturado, com alternativas de iluminação intensa e amena ou em destaque em todos os ambientes, de forma a proporcionar controle de acordo com as atividades a serem desenvolvidas naquele momento. A especificação dos tipos de lâmpadas, luminárias, dos objetivos no posicionamento do fluxo de luz e a tecnologia da automação do acendimento e intensidade da luminosidade.

 

 

A automação é aliada da sustentabilidade, porque trata-se de uma tecnologia inteligente que restringe o gasto excessivo de energia de acordo com a utilização dos ambientes em cada espaço de tempo. Abrange edificações de grande porte como industrias, de médio e pequeno porte como os comércios e departamentos e as moradias. Além da detecção de movimento e acionamento automático ao escurecer, a dimerização (controle da intensidade do fluxo de luz por meio de um dimmer) também reduz o consumo de energia e personaliza o ambiente.

 

A automação deixou a categoria de tendências e se firma, cada dia mais, como solução definitiva. Principalmente na possibilidade atual do controle destas tecnologias, como recursos de iluminação, por meio de tablets e smartphones permitindo interação remota na programação do acendimento e checagem da iluminação da edificação.

Conforme a NBR 8995/2013 – Iluminação nos ambientes: “Luz é uma radiação eletromagnética, capaz de produzir uma sensação visual na faixa de radiação das ondas eletromagnéticas visível ao olho humano”. “Uma boa iluminação propicia a visualização do ambiente, permitindo que as pessoas vejam, se movam com segurança e desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, precisa e segura sem causar fadiga visual e desconforto”.

 

De acordo com as definições acima, contidas nas normas técnica, o conforto lumínico não depende somente da escolha do sistema de iluminação, o conjunto lâmpadas, luminárias e seus componentes, e nem da distribuição das mesmas, se não for levado em conta o tipo de atividade a ser exercida naquele ambiente.

 

A luminosidade não é determinada apenas pela intensidade da luz, mas pelas distâncias e pelo índice de reflexão das paredes, tetos, piso, máquinas e mobiliário. Fatores como ofuscamento e sombreamento, consequências naturais da luminosidade do ambiente, precisam ser evidenciados e resolvidos.

 

O projeto luminotécnico é amplo e abrangente, quando se pretende o conforto visual apropriado para cada ambiente e para a realização da atividade específica proposta nele. O estudo deve ser aprofundado na medida da complexidade da exploração da iluminação e seus artifícios com fins específicos. Os recursos são muitos, entretanto depende da criatividade do projetista

 

O vídeo a seguir irá complementar o assunto abordado neste post.

 

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Arquiteta e professora de Desenho Arquitetônico na Faculdade Tecnológica INAP de Design de Interiores. Larga experiência no mercado de trabalho com diversos projetos arquitetônicos edificados em BH. Pratica a docência com prazer e dedicação e tem ampliado sua abrangência de conteúdos no EAD - Ensino a Distancia - nas disciplinas de Conforto ambiental, Núcleo de Projeto e outras.

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