QUANDO OS RECURSOS PASSIVOS SÃO INSUFICIENTES NO CONFORTO TÉRMICO DOS AMBIENTES.

Por mais que os profissionais de arquitetura e design de interiores e ambientes se esforcem para adotarem as estratégias bioclimáticas na expectativa de um conforto térmico adequado haverá ocasiões que invernos muito rigorosos ou verões excessivamente quentes vão demandar o uso de um recurso ativo de climatização. O interesse primeiro em um ou outro recurso bioclimático é a redução do consumo de energia.

 

Para tanto ao se optar por um equipamento desta natureza de climatização ativa nossa atenção deve se voltar para a verificação do consumo e eficiência energética de cada aparelho. Para isto está disponibilizado um link da INMETRO para os consumidores consultarem estes aspectos. “Para classificação do sistema de condicionamento de ar, além dos requisitos de eficiência disposto no regulamento, para ser classificado como nível A de eficiência energética, o sistema deve atender aos pré-requisitos de espessura mínima de isolamento térmico das tubulações de refrigeração e de aquecimento e de eficiência mínima para equipamentos de aquecimento artificial”.

 

Trata-se de Tabelas de consumo/eficiência energética, informação ao consumidor, “de condicionadores de ar do tipo janela e condicionadores de ar tipo Split com eficiência avaliada pelo PBE/INMETRO e de acordo com as normas brasileiras e/ou internacionais de condicionadores de ar”.

 

Entretanto, a opção pelo equipamento de menor consumo não alcançará o objeto da eficiência energética sem, contudo, começar pela iniciativa da redução da carga térmica que tem como sua principal fonte a renovação do ar interno do ambiente. A carga térmica, por definição, é a soma de todo o calor sensível e latente gerado pelos usuários, equipamentos, outras cargas específicas, iluminação, ar externo e, principalmente, a radiação, convecção e condução do meio externo em relação ao ambiente interno.

 

Portanto, a redução da carga térmica se inicia desde o conceito do projeto arquitetônico e de construção sustentável na definição dos materiais e sistemas estruturais, principalmente das envoltórias, vidros de melhor performance, sombreamentos efetivos, isolamento térmico, cobertura e etc. As condições climáticas e a orientação devem ser também consideradas para que se atinja o máximo da sua eficiência.

 

Eficiência esta que beneficiará o conforto térmico passivo e o ativo, na climatização e QI – Qualidade do Ar Interior porque estas medidas influenciarão diretamente na redução do consumo do sistema AVAC-R, Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado & Refrigeração

 

 

Estão disponibilizados, abaixo, quatro vídeos contendo outras informações relativas a climatização ativa incluindo climatizações alternativas.

 

 

 

 

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Arquiteta e professora de Desenho Arquitetônico na Faculdade Tecnológica INAP de Design de Interiores. Larga experiência no mercado de trabalho com diversos projetos arquitetônicos edificados em BH. Pratica a docência com prazer e dedicação e tem ampliado sua abrangência de conteúdos no EAD - Ensino a Distancia - nas disciplinas de Conforto ambiental, Núcleo de Projeto e outras.

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