MORADIAS SUSTENTÁVEIS, DESEMPENHO TÉRMICO DE SEUS COMPONENTES.

Os materiais de construção utilizados nas habitações podem favorecer o aquecimento ou o esfriamento dos ambientes internos. Trata-se do desempenho térmico de cada componente construtivo. Os materiais usados possuem características térmicas próprias e ao serem reunidos, moldados e aglomerados na construção dos elementos da vedação externa da moradia, lajes, paredes e coberturas, passam a ter sua resistência térmica somadas.

 

O embasamento destas considerações está na ABNT – NBR 15220/2003 e NBR 15575/2013.

 

A transferência de calor ocorre sempre que há diferença de temperatura, no caso das habitações a temperatura dos ambientes internos sofre interferência das alternâncias do ambiente externo, do microclima e o calor se propaga de temperaturas mais altas para as mais baixas em busca do equilíbrio.

 

Considerando o desempenho térmico na escolha dos materiais de construção a serem usados pode-se interferir neste aspecto, levando a edificação a responder favorável ao conforto térmico diurno e noturno conforme projetada.

 

Uma edificação é composta de múltiplos sistemas construtivos, mas todos se encerram em comum nos componentes horizontais – piso, componentes verticais – as paredes externas e internas e componentes de coberturas.

 

Estes componentes se unem na composição das habitações, mas por serem de materiais construtivos diferentes ou se encontrarem em formas geométricas diversas formam nestes pontos as chamadas “pontes térmicas”. Por exemplo, laje e paredes; nos vãos das aberturas por causa das características térmicas dos diferentes materiais. E por estas pontes térmicas é que  ocorrem, frequentemente, as trocas de calor que mais comprometem a distribuição homogênea da temperatura interior. Uma vez identificadas estas pontes térmicas devem ser tratadas de forma a impedir a troca de calor e perdas térmicas.

 

No sistema construtivo das paredes deve ser considerado, além de outros aspectos, também o seu desempenho térmico, quanto a energia incorporada, resistência térmica, absortância, transmitância, e ainda controle de infiltrações e umidade, estes aspectos da estanqueidade. O recurso do uso de um material isolante térmico na superfície interna ou externa das paredes ou entre paredes duplas diminui a transmitância de calor proporcionando constância da temperatura no interior do ambiente.

 

As edificações perdem calor por meio das lajes de piso em contato com o solo, pois o solo é geralmente bem mais frio do que o ambiente interno. Os limites externos da laje são pontos de dissipação do calor por perdas térmicas, por condução para fora. Neste caso o isolamento da laje de piso se faz necessário em vista da melhora das condições do conforto térmico. A laje fria além de causar desconforto, estimula perdas térmicas no organismo humano.

 

A cobertura é a vedação externa da edificação que sofre maior interferência das intempéries, estando exposta diretamente a radiação solar direta, portanto deve ser tratada de forma especial devido sua função de proteção e sua influência no conforto térmico do ambiente.

 

A cobertura é composta do telhado, ático e do forro. No caso de cobertura sem forro, apenas o telhado,

 é indicado o uso de isolantes térmicos por apresentarem baixa condutividade térmica. Na presença de forros leves, estes também devem ser revestidos de materiais isolantes.

 

Quando a região for de clima temperado a estratégia é reduzir ao máximo as perdas de calor, e esta é a função dos materiais isolantes térmicos para cobertura, mas mesmo em climas quentes cuja estratégia é diminuir e controlar os ganhos de calor, utilizar isolantes térmicos melhora a estabilidade da temperatura interna.

 

No caso da existência de laje de forro, esta por si só possibilita maior controle da temperatura interna dos ambientes, pois isola o telhado do espaço interno. Uma vez revestida de material isolante, potencializa sua função.

 

Disponibilizo o vídeo a seguir que apresenta uma abordagem complementar.

 

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Arquiteta e professora de Desenho Arquitetônico na Faculdade Tecnológica INAP de Design de Interiores. Larga experiência no mercado de trabalho com diversos projetos arquitetônicos edificados em BH. Pratica a docência com prazer e dedicação e tem ampliado sua abrangência de conteúdos no EAD - Ensino a Distancia - nas disciplinas de Conforto ambiental, Núcleo de Projeto e outras.

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