O AMBIENTE CONSTRUÍDO & BEM-ESTAR TÉRMICO: NEM FRIO NEM CALOR.

Para iniciar o estudo de Conforto Ambiental, isto é o bem-estar dos usuários que utilizam aquele ambiente, quer de forma contínua ou transitória, é preciso um estudo do ambiente em todos os seus aspectos e quanto mais natural forem os recursos utilizados, mais sustentável será o ambiente construído.

 

Descrito na Norma Técnica – NBR 15220/2003, Desempenho Térmico nas Edificações está disponível para quem se interessar.

 

Em um PROJETO DE DESIGN DE INTERIORES E AMBIENTES, devem ser considerados:

em primeiro lugar, o estudo do microclima: os condicionantes naturais da insolação, radiação solar, sombreamentos, ventilação natural, vegetação e topografia do entorno, umidade relativa do ar, regime de chuvas – pluviometria;

em segundo lugar os condicionantes existentes no entorno: insalubridade, poluição do ar, poluição sonora, poluição visual;

para que se possa então, introduzir as interferências possíveis e cabíveis no alcance do conforto do ambiente.

A começar pela escolha dos materiais na construção e no revestimento que interferem diretamente no conforto térmico, acústico e lumínico. O uso de materiais térmicos tem como propósito a permanência mais prolongada do calor em regiões frias ou ao contrário, de esfriamento em curto período em regiões mais quentes.

 

Em vão será todo este estudo, se não compreendermos como o organismo humano se comporta diante do desiquilíbrio das condições térmicas ambientais causando a sensação de frio ou de calor.

 

Afinal, o Conforto térmico está diretamente associado ao indivíduo e pode variar de acordo com a termorregulação do organismo de cada um e com a capacidade de trocas térmicas entre o indivíduo e o ambiente.

 

O organismo humano é homeotérmico, sua temperatura média é em torno de 37°. Mas observa-se diferentes gradientes de temperatura nas diferentes regiões do corpo humano que podem se alterar minimamente aumentando ou diminuindo devido a alguns fatores como, alimentação, emoções, atividades físicas e outros, mas logo o mecanismo de homeostase é estimulado e estabiliza a temperatura.

 

O calor produzido metabolicamente no organismo humano é somado ao calor absorvido por mecanismos de trocas térmicas: radiação, condução e convecção.

 

A perda de calor poderá se dar também por mecanismos de trocas térmicas: radiação, condução  convecção (calor sensível) e evaporação, condensação (calor latente) que ocorrem através da superfície da pele e vias respiratórias.

 

O equilíbrio entre as trocas térmicas do indivíduo e o ambiente produz sensação de conforto térmico o que aumenta seu bem-estar e sua produtividade.

 

O vídeo a seguir poderá esclarecer de forma mais abrangente o assunto tratado neste post.

 

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Arquiteta e professora de Desenho Arquitetônico na Faculdade Tecnológica INAP de Design de Interiores. Larga experiência no mercado de trabalho com diversos projetos arquitetônicos edificados em BH. Pratica a docência com prazer e dedicação e tem ampliado sua abrangência de conteúdos no EAD - Ensino a Distancia - nas disciplinas de Conforto ambiental, Núcleo de Projeto e outras.

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